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INSULINA E SUA APLICAÇÃO

 

Em 1921 a insulina foi descoberta e desde então milhões de pessoas no mundo todo se beneficiam com essa descoberta. Podemos dizer que foi um marco na historia do diabetes porque até essa descoberta as pessoas com diabetes tipo 1 morriam sem tratamento. Vale lembrar que o diabético tipo 1 é quando o indivíduo não produz mais o hormônio e tem a necessidade dessas aplicações para viver.

Se buscarmos um pouco na historia da aplicação de insulina, entenderemos um pouco o porque que as pessoas tem trauma na hora de aplicar e acreditam que vai doer e até mesmo que o tratamento com aplicações pode ser a pior coisa para um diabético. No passado, as aplicações eram musculares, o que ocasionavam muita dor. O material para aplicação também era muito precário. As seringas eram de vidro e as agulhas eram de metal, com a necessidade de esterilização a cada aplicação. As agulhas eram afiadas manualmente conforme ficavam rombudas e todo esse processo era trabalhoso, cansativo e dolorido.

Hoje em dia a insulina evoluiu e o material para a sua aplicação também. Atualmente várias insulinas com diversos tipos de ação estão sendo comercializadas. O material para a sua aplicação é descartável e esterilizado, podendo o paciente escolher qual a melhor forma de aplicar, podendo ser de caneta ou até mesmo a seringa, que hoje são comercializadas com menor calibre e mais curtas proporcionando melhor aplicação e conforto para seu tratamento.

É muito importante que a sua aplicação seja feita no tecido subcutâneo, localizado abaixo da pele e acima do músculo. Nesse tecido a sua insulina vai ser absorvida gradativamente e sua ação vai ser contínua e eficaz. Aplicações que atingem o músculo são doloridas e a insulina é absorvida muito rapidamente, o que leva a uma má utilização da sua insulina alterando o controle glicêmico.

A espessura da pele entre as pessoas é bem semelhante entre as pessoas. Essa informação é bem importante porque existe diversos tamanhos de agulhas, podendo o paciente escolher a que mais lhe agradar.

A espessura do tecido subcutâneo é diferente nas regiões do corpo e diferente também de pessoa a pessoa por isso é muito importante verificar o tamanho da agulha e a técnica de aplicação para que não atinja o músculo.

As agulhas menores diminuem a chance de aplicação muscular, mas se acaso você tenha a agulha maior, utilize a técnica de angulação na aplicação e a prega subcutânea.

Vale lembrar que a prega subcutânea é utilizar os dedos polegar e indicador evidenciando o tecido subcutâneo no local de aplicação e a angulação é fazer um ângulo de 45° ao aplicar a agulha da caneta ou seringa.

As regiões recomendadas para aplicação de insulina são as que ficam afastadas das articulações, ossos, nervos e vasos sanguíneos.

Evite fazer a aplicação sempre no mesmo local, fazendo um rodízio entre as aplicações e utilizando locais diferentes a cada aplicação. O local picado demora cerca de 10 dias para se recuperar.

O rodizio de aplicações previne a Lipodistrofia, que é a formação de deformidades e acúmulo de gordura no local de aplicação de insulina. Caso você observe qualquer alteração no local de aplicação, evite aplicar novamente nesse local. A insulina aplicada em locais com lipodistrofia é absorvida de forma irregular que pode provocar hiperglicemia. Esse local afetado deve descansar de aplicações e com o tempo o próprio organismo vai se incumbindo de melhorar o aspecto da pele e dissolvendo os nódulos de gorduras formados.

 

Agulhas e seringas são perfurocortantes e não devem ser reutilizadas. A ponta da agulha no momento da aplicação se deforma e perde a siliconização, ocasionando dor numa próxima aplicação, além de que a insulina deixa resíduos no seu interior que podem causar o entupimento da agulha. O tratamento é muito mais confortável quando não se reutiliza esse material de aplicação.

Fonte: Farmacêutica responsável: Dra. Débora Cristina Vissotho Spinola Oliveira - CRF/SP: 48923-SP