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HIPOGLICEMIA NOTURNA

 

Hoje gostaria de falar um pouco de Hipoglicemia Noturna. Semana passada nos deparamos com uma notícia triste, a morte de uma criança chamada Sophia, diabética tipo 1, que infelizmente sofreu a tão temida hipoglicemia noturna. Casos como esse nos faz repensar em diabetes, que é uma doença controlável, e que ao mesmo tempo não foi uma doença tão controlada assim para Sophia.

Controlar a glicemia de um diabético é um desafio árduo, que requer muita paciência, dedicação, esforço incansável para repetir tudo o que provavelmente no dia anterior não funcionou, mas que hoje com pequenos ajustes pode funcionar. Resumo em uma luta diária, que com muitos cuidados e atenção vão resultando em uma glicemia bem controlada.

A hipoglicemia noturna pode acontecer por diversos fatores. Sem dúvidas é muito temida por pais de crianças tipo 1. O próprio organismo têm defesas metabólicas para nos proteger da hipoglicemia noturna, que infelizmente nos diabéticos podem vir a falhar. 

Doses adequadas de insulina reduzem o risco de hipoglicemia, por isso é muito importante o bom controle glicêmico e o acompanhamento do seu médico endocrinologista para não correr esse risco. Converse com seu médico sobre qual a melhor dosagem glicêmica no momento de ir dormir, o que diminui as chances de hipoglicemia noturna. Fazer um lanche leve antes de dormir também é muito eficiente, mas observe sempre como vai estar a sua glicemia quando acordar.

Um dos grandes problemas na tentativa de corrigir uma hipoglicemia é a hiperglicemia após o evento hipoglicêmico, podendo levar a uma instabilidade glicêmica durante um longo período. Tenha sempre em mente que, em média, 15 gramas de carboidratos aumentam a glicemia em +ou- 50 mg/dl e que ao ingerir esse carboidrato será necessário um tempo de pelo menos 15 minutos para começar a subir. Após esse tempo faça novamente a ponta de dedo, e se necessário, repita a ingestão de carboidrato. Pessoas ansiosas, que não aguardam o tempo de resposta e se alimentam exageradamente provavelmente terá o efeito rebote, na qual passa de um quadro de hipoglicemia para hiperglicemia com difícil controle. Por mais difícil que seja, faça as coisas com paciência, respeitando o tempo certo e sem desespero.

Existem no mercado nacional produtos próprios para auxiliar na correção de hipoglicemia. Por exemplo, o Gli instan que são sachês com glicose líquida com 15g de carboidrato, indicado para uma hipoglicemia com sintomas. Para hipoglicemias em que o diabético não consegue se alimentar, o ideal é não forçar a alimentação. Nesse caso, o Glucagen, que é uma injeção de Glucagon é muito prescrito para diabéticos tipo 1. É um método eficiente, porém requer que o responsável pelo diabético seja orientado para a administração dessa injeção. Converse com seu médio a esse respeito caso seja um diabético com risco de hipoglicemia grave.

Fonte: Farmacêutica responsável: Dra. Débora Cristina Vissotho Spinola Oliveira - CRF/SP: 48923-SP