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Ser diagnosticado com Diabetes não é fácil. Você fica desorientado, sem saber o que vai poder comer, como vai aplicar a insulina. Quando o diagnóstico é no filho ou filha da gente é mais difícil ainda. São muitas coisas a se pensar. Conheço uma moça que foi diagnosticada aos 13 anos de idade, na flor da sua puberdade. Ela ficou tão revoltada que corria no Mc Donalds e comia 2 BigMac para tentar saciar aquela ansiedade de não poder comer nada. A sua glicemia passava de 400 mg/dl e ela era internada. Sua mãe tentava ajudar, mas de nada adiantava porque ela se negava fazer as aplicações devidas de insulina e fazer o controle da sua glicemia. Na verdade, ela não aceitava a sua doença.

                A aceitação da doença é a primeira atitude positiva que você deve considerar ao ser diagnosticado. Diabetes é uma doença silenciosa, que sem tratamento devido vai deixando sequelas e agravando o quadro geral do paciente. Hoje essa paciente já é uma mulher formada e totalmente consciente da sua doença. Faz acompanhamento com um endocrinologista, que acompanha o controle da diabetes, com um nutricionista, que acompanha o controle da sua alimentação, com um preparador físico que a orienta nos exercícios físicos que fazem parte da sua rotina semanal. Estudou, se formou e hoje está trabalhando e construindo sonhos de se casar, formar uma família e ser mãe.

                A Diabetes não tirou dela nenhuma passagem da sua adolescência. Ela conseguiu superar a não aceitação da doença e encarou com muita coragem arregaçando as mangas e vivendo como qualquer moça da sua idade. A única diferença em sua vida é o controle da doença. Não é uma coitadinha que precisa de injeção de insulina. É uma mulher que vive como todas as outras pessoas, bem consciente que o bom controle da sua doença é o melhor para sua vida.

                As pessoas têm um “Pré-Conceito” sobre injeções de insulina. Muitas acham que porque alguém usa insulina deve ser digna de dó. O ato de injetar insulina é nobre. A insulina em muitos casos de diabetes salva a vida da pessoa. Faz com que ela tenha a possibilidade de viver normalmente como qualquer outra pessoa que não tenha diabetes, mesmo porque injetar insulina entra na rotina do diabético e se torna um ato comum, como muitos outros afazeres do dia a dia.

                Muitas pessoas do nosso cotidiano tem Diabetes. Vários artistas, políticos, apresentadores de televisão são diabéticos e as pessoas desconhecem. Debater sobre o assunto e aceitar as pessoas como elas são é a maior demonstração de Amor ao Próximo.

Fonte: Farmacêutica responsável: Dra. Débora Cristina Vissotho Spinola Oliveira - CRF/SP: 48923-SP